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	<title>FME   “Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental”</title>
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		<title>A educação que precisamos para o mundo que queremos</title>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2012 13:32:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A educação que precisamos para o mundo que queremos (cast) (port) (fra) (eng) Documento de posição (em 4 línguas), preparado pelo Grupo de Trabalho de Educação para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio +20. O Grupo de Trabalho de Educação consiste em: O Conselho Internacional de Educação de Adultos (ICAE), o Fórum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>A educação que precisamos para o mundo que queremos</h2>
<p><strong><a href="http://almanaquefme.org/?p=2134" target="_blank"> (cast)</a> </strong><strong> <a href="http://almanaquefme.org/?page_id=2156" target="_blank"> (port)</a> </strong><strong> <a href="http://almanaquefme.org/?page_id=2162" target="_blank"> (fra)</a> <a href="http://almanaquefme.org/?page_id=2167" target="_blank">(eng)</a></strong><strong> </strong></p>
<p align="center">Documento de posição (em 4 línguas), preparado pelo Grupo de Trabalho de Educação para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio +20. O Grupo de Trabalho de Educação consiste em: O Conselho Internacional de Educação de Adultos (ICAE), o Fórum Mundial de Educação (FME), a Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (CLADE), o Conselho de Educação de Adultos América Latina (CEAAL), a Jornada da Educação Ambiental para Sociedades sustentáveis ??e Responsabilidade global, a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), a Internacional da Educação, a Rede de Educação Popular das Mulheres na América Latina e Caribe (REPEM )<strong></strong></p>
<p align="center">
<p align="center"><strong>A educação que precisamos para o mundo que queremos</strong></p>
<p align="center"><strong> <img class="alignleft" src="http://lh6.ggpht.com/-dhfmzRX3tok/SYYwATJyGaI/AAAAAAAAD2o/dY1cCZ4x9as/s640/P2013781.JPG" alt="" width="263" height="197" />GT EDUCAÇÃO Río+20</strong></p>
<p><strong> 1. </strong><strong>A conjuntura atual: complexidade de crises, diversidade de sujeitos e os desafios de uma agenda estratégica.</strong></p>
<p>A Rio+20 acontece sob uma conjuntura global de crises. Não apenas assistimos às consequências econômicas, sociais e ambientais das crises do capitalismo financeiro em sua fase neoliberal, como também a uma crise de maior magnitude que evidencia os problemas intrínsecos ao sistema atual, que afetam esferas essenciais da vida e se expressam em diversos fenômenos locais, regionais e mundiais. Ainda que os analistas e a opinião pública estejam focados na Europa e nos Estados Unidos, a conjuntura manifesta sinais de esgotamento global e, cada vez mais, demandas por alternativas para a humanidade e para o planeta surgem.</p>
<p><span id="more-1040"></span>Enquanto os organismos financeiros multilaterais priorizam uma análise econômica da crise, propondo as mesmas políticas de ajustes estruturais centradas na diminuição de gastos dos Estados, as organizações da sociedade civil e movimentos sociais têm alertado sobre a complexidade das crises que estamos atravessando.</p>
<p>A conjuntura apresenta múltiplos pontos problemáticos, mas um dos mais importantes corresponde à crise de ordem política global, pois não existe um espaço democrático internacional que permita tomar decisões em relação a problemas que são de dimensão global e com diferentes efeitos no nível local; o que tem prevalecido nos espaços tradicionais de discussão são os interesses particulares de alguns estados, corporações e bancos sob o interesse do capital. Essa situação é preocupante, uma vez que supõe a debilidade do multilateralismo para a tomada de decisões coletivas para problemas globais.</p>
<p>Neste contexto se tem presenciado a emergência de novos processos de mobilização e participação cidadã, com uma explosão de movimentos sociais ativos frente a situações de violação de direitos humanos e de catástrofes ambientais que, cada vez mais, se posicionam como fatores de incidência e mudança na política de alguns países. Esses novos atores internacionais estão levando o debate sobre as características institucionais do sistema democrático a posições prioritárias nas agendas nacionais. Existem movimentos direcionados para o desenvolvimento de processos auto constituintes, para iniciativas populares de lei e para a reformulação dos sistemas democráticos tornando-os mais inclusivos e participativos.</p>
<p>O inédito nesta conjuntura é, precisamente, a força mobilizadora desses movimentos de cidadania, ao ponto de disputarem a recomposição do Público e da agenda política global, dinamizando e politizando o debate sobre as possibilidades de mudança rumo a sociedades sustentáveis e suas dimensões ambiental, social, econômica e com responsabilidade global.</p>
<p>Os movimentos civis têm se expressado de diferentes maneiras, impactando substancialmente no reordenamento da política de vários países e regiões: seja pelas reivindicações por direitos humanos e democratização, a indignação em relação ao desemprego e a exclusão de setores importantes da população dos serviços sociais básicos, o descontentamento dos/as cidadãos e cidadãs com as maneiras existentes de organizar a política democrática, a mobilização estudantil por uma educação pública gratuita universal e as lutas de organizações ambientais contra Estados e grandes corporações que depredam o meio ambiente. Com isso o movimento civil global enfrenta desafios de curto e médio prazo de grande alcance ético e político.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2. </strong><strong>A educação que queremos e a complexidade do presente </strong></p>
<p>A crise global é também uma crise da educação – assumida como educação ao longo da vida – de seu conteúdo e sentido, pois há deixado gradualmente de conceber-se como um direito humano e se tem convertido no meio privilegiado para satisfazer as necessidades dos mercados, demandantes de mão-de-obra para a produção e consumo. Não apenas tem falhado na formação de pessoas capazes de pensar os importantes problemas políticos, ambientais, econômicos e sociais de ordem global, como também tem retirado seu profundo conteúdo político e, particularmente, seu potencial para formar cidadãs e cidadãos capazes de pensar uma ordem econômica e social diferente, através da qual se pode superar o conjunto de profundas crises que vivemos que se manifestam em crescentes desigualdades e discriminações e na ausência de dignidade e justiça. Nesse sentido, ricas abordagens, como a da Educação Popular, vêm contribuindo através do potencial transformador de sujeitos socais e grupos organizados.</p>
<p>Torna-se fundamental significar novamente os fins e práticas da educação, no contexto particular de disputa de sentidos, caracterizado pela subordinação majoritária das políticas públicas ao paradigma do capital humano, em oposição à emergência de movimentos sociais, de paradigmas alternativos que buscam restituir o caráter de direito e projeto ético e político à prática educativa.</p>
<p>Se no contexto atual a finalidade da educação é produzir mão-de-obra para a produção e o consumo, então quem irá formar os cidadãos / cidadãs? O capital humano reduz as capacidades humanas à função de produzir maior riqueza nas condições sociais existentes, o que implica grandes desigualdades. Os cidadãos e cidadãs, ao contrário, têm o dever de questionar tais condições quando produzem injustiça, discriminação, degradação e colocam em risco a vida no planeta. Neste sentido, é urgente resgatar a noção de Educação como direito humano, em suas dimensões formais, não formais e informais, abrir seu olhar para a democratização das sociedades para formar cidadanias críticas, capazes de vincular-se a movimentos que reivindicam uma transformação da ordem social, com vistas à justiça social e ambiental, com a intenção de entender e discutir soluções aos problemas de escala planetária.</p>
<p>O tema do desenvolvimento de uma “subjetividade” crítica resulta em um aspecto central na construção de uma pedagogia cidadã na conjuntura atual. Trata-se de restabelecer um sentido emancipador dos processos de empoderamento, entendidos como o desenvolvimento de recursos da comunidade para fazer política, gerar conhecimentos, potencializar os saberes e aprendizagens que se produzem nas lutas democráticas e que precisam lideranças inclusivas, organizações participativas, alianças com organizações democráticas da sociedade civil e a permanente e necessária “ponderação radical-pragmática” (inédita-possível, dizia Paulo Freire) nas definições de acordos, consensos e associatividade entre a diversidade de atores que participam da política.</p>
<p>Tudo isso implica em um giro político e cognitivo, uma mudança paradigmática na maneira de entender a educação, uma abertura a novos pontos de vista sobre os objetivos sociais, como os do bem-viver, dos bem comuns, os da ética do cuidado, entre outros, sobre os quais se devem abrir um grande espaço de discussão e socialização no caminho rumo à Rio+20 e além, firmado no sentido de uma educação para a mudança e para a transformação pessoal e social.</p>
<p>Esses novos paradigmas e pontos de vista não só devem ser mapas para movimentos nos novos contextos, como também folhas de conteúdos consequentes com as finalidades que buscamos como movimento cidadão capaz de envolver os distintos atores do processo educativo, como os trabalhadores e trabalhadoras da educação, os e as estudantes, os pais e mães de família, e mais amplamente a todos e todas as cidadãs que precisam e lutam por uma mudança profunda na educação, para gerar uma transformação radical na sociedade por mais justiça social e ambiental. Tudo isso é consistente com a concepção libertadora da educação popular, que se nutre de múltiplas experiências pedagógicas para formar outra cidadania.</p>
<p>A mudança paradigmática na educação, como condição para avançar rumo a sociedades sustentáveis com justiça social e ambiental, onde a economia seja um meio e não um fim em si mesma, deve supor uma mudança nos enfoques tecnicistas e economicistas das políticas educativas vigentes. É preciso reivindicar o direito a aprender “durante toda a vida”, lema que não deve ser entendido como a expressão de um tipo de capacitação permanente para satisfazer as necessidades do mercado e as exigências das antigas e novas indústrias.</p>
<p>Essa abordagem, sobre a educação que queremos, parte de construir múltiplas “educações” nas suas dimensões formal, não formal e informal, para desenvolver capacidades humanas, incluindo as capacidades cognitivas, de empoderamento e participação social, de conviver com outros/as na diversidade e na diferença, de cuidar e planejar a própria vida, de conviver entre seres humanos em harmonia com o meio ambiente.</p>
<p>Uma educação pertinente, relevante, transformadora, crítica, deve ter como fim máximo a promoção da dignidade humana e a justiça social e ambiental. A educação como direito humano promotor dos demais direitos, deve assumir meninas e meninos, jovens e adultos como sujeitos de direito, promover a interculturalidade, a igualdade, a equidade de gênero, o nexos entre cidadania e democracia, o cuidado e relação harmônica com a natureza, a eliminação de qualquer forma de discriminação, a promoção da justiça e a construção de uma cultura de paz de resolução não violenta de conflitos.</p>
<p>A educação que queremos requer promover estrategicamente uma educação que contribua para uma redistribuição social dos conhecimentos e do poder (levando em conta gênero, raça-etnia, idade, orientação sexual), que potencialize o sentido de autonomia, solidariedade e diversidade que expressam os novos movimentos sociais.</p>
<p>Trata-se de promover uma educação crítica e transformadora que respeite os direitos humanos e os de toda comunidade de vida, que promova especificamente o direito a participação cidadã nos espaços de tomada de decisão, como por exemplo, a Conferência da Rio+20.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3. </strong><strong>Frente a Rio+20</strong></p>
<p>A Rio+20 pode se converter em uma instância para promover o desenvolvimento econômico aos custos dos direitos humanos e da vida em si. O movimento de educação estará presente ao lado de outros movimentos sociais para levantar a bandeira da justiça social e ambiental e da dignificação do ser humano e da vida. Estará presente também defendendo a educação como direito humano fundamental, cuja finalidade é a transformação dos padrões de produção, consumo e distribuição do atual sistema, visando alcançar maior justiça social e ambiental.</p>
<p>Para alguns setores a Rio+20 é uma oportunidade para “esverdear” a saída capitalista das crises, tentando humanizá-la promovendo um chamado para a responsabilidade social e ambiental nas empresas. Com isso, almeja-se estabelecer acordos “na medida do possível” frente às mudanças climáticas e demais crises, promover ajustes sem que se questione ou se coloque em risco o paradigma que sustenta o status quo.</p>
<p>No processo preparatório desta cúpula mundial, vimos muitas expressões de tendências que negam o valor central dos direitos humanos e apagam a responsabilidade que o desenvolvimento capitalista tem na geração das múltiplas crises que vivemos. A partir de uma perspectiva crítica e qualitativamente diferente entendemos que a Rio+20 deve ser um processo que amplie a mobilização neo paradigmática para avançar rumo a sociedades integralmente sustentáveis com justiça social e ambiental, capazes de responder às necessidades dos seres humanos e suas comunidades, habitando o planeta de maneira harmônica, seguindo a lógica da vida na Terra (nossa casa comum) e gerando um novo modo de entender a convivência, a diversidade e a solidariedade em quanto condições políticas e éticas para uma ordem social realmente democrática.</p>
<p>Para isso é preciso avançar em um sentido crítico e estabelecer coordenadas alternativas, tais como entender os processos sociais desde uma ótica de complexidade nos quais ocorrem diversas matrizes de necessidades humanas, o desenvolvimento de capacidades tanto cognitivas como afetivas, organizativas, de convivência e de “cuidado”, além de um amplo repertório com maneiras de organizar ações coletivas. Igualmente é necessário conceber a Política como uma prática que se expressa em ações coletivas e democráticas, e de cujo desenvolvimento surge saberes que se disseminam entre suas bases, constituindo um empoderamento da cidadania frente à ordem política, e uma re-politização do Público. É preciso também, desenvolver uma teoria política que redimensione a democracia como um espaço humano deliberativo, de proximidade, igualitário, em suas relações de género-raça-etnia-gerações, orientação sexual, “despartriarcalizado” e “descolonizado”, fecundando pela prática do conhecimento, da reciprocidade e do respeito às diversas formas de ser-com-outros/as, de viver a sexualidade e de habitar o “mundo da vida”.</p>
<p>Desenvolver itinerários políticos-pedagógicos em função das necessidades insatisfeitas das populações e das necessidades de sustentabilidade de territórios concretos, a partir de culturas próprias, das economias locais e de uma relação mais justa com os mercados globais, de suas estruturas próprias de emprego, das capacidades do ecossistema, que permitam construir o bem-estar humano em harmonia com a vida e a Mãe-Terra.</p>
<p>Por essas razões os movimentos sociais, que estão reivindicando uma mudança profunda rumo à construção de sociedades mais justas e mais capazes de coexistir com a vida no planeta, se expressarão de maneira categórica na Conferência da Rio+20 e na Cúpula dos Povos, levando entre outros, a mensagem de que a afirmação e realização do direito à educação, assim como do núcleo mais integral e amplo dos direitos, é uma condição inelutável para poder construir um mundo em que se torne realidade a dignificação da vida, um mundo em que se valha e que também seja possível viver.</p>
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		<title>Educación, justicia social y ambiental</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 13:07:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Educación, justicia social y ambiental América Latina en Movimiento No. 472, febrero 2012 A fines de enero, el Foro Mundial de Educación (FME) llevó a cabo en Porto Alegre, Brasil, unas jornadas de reflexión sobre el tema &#8220;Crisis capitalista, Justicia Social y Ambiental&#8221;, en el marco del Foro Social Mundial Temático, de cara a la [...]]]></description>
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<p><!--[endif] --><a href="http://alainet.org/publica/alai472w.pdf"><img class="alignleft" src="http://alainet.org/images/alai-472w.gif" alt="" width="235" height="318" /></a><a href="http://alainet.org/publica/472.phtml" target="_blank"><strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Educación, justicia social y ambiental</span></strong></a><em><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br />
América Latina en Movimiento<br />
No. 472, febrero 2012</span></em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em></em><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">A fines de enero, el<em> </em></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Foro Mundial de Educación (FME) llevó a cabo en Porto Alegre, Brasil, unas<span> </span>jornadas de reflexión sobre el tema &#8220;Crisis capitalista, Justicia Social y Ambiental&#8221;, en el marco del Foro Social Mundial Temático, de cara a la Conferencia de las Naciones Unidas sobre el desarrollo sustentable, también llamada<span> </span>&#8220;Río +20&#8243;, que se realizará el próximo mes de junio. Esta edición de América Latina en Movimiento, recoge los debates y las reflexiones desarrollados en este proceso en torno al tema educativo.<br />
<em><br />
</em></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Educación, justicia social y ambiental<br />
<em>Leslie Campaner de Toledo y Albert Sansano</em></span></p>
<p>Europa Occidental:<br />
El escenario de la defensa de la educación pública<br />
<em>Carlos Taibo</em></p>
<p>Educación en un mundo en crisis:<br />
límites y posibilidades frente a RIO +20<br />
<em>Jorge Osorio</em></p>
<p>Educar para la justicia social<br />
<em>María Ángeles Llorente Cortés</em></p>
<p>La educación biocéntrica<br />
<em>Ruth Cavalcante</em></p>
<p>Justicia ambiental y educación<br />
<em>Moacir Gadotti</em></p>
<p>La perspectiva de la Educación Popular en América Latina<br />
<em>Nélida Céspedes Rossel</em></p>
<p><span style="font-size: 12pt;">Edición digital (descargar en pdf): <a href="http://alainet.org/publica/472.phtml" target="_blank">http://alainet.org/publica/472.phtml</a></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt;">Para conseguir la edición impresa:<br />
visite la página: <a href="http://alainet.org/adquisiciones.phtml" target="_blank">http://alainet.org/adquisiciones.phtml</a></span></mce:style></p>
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		<title>Fórum Mundial de Educação 2012 discutiu a democracia nas escolas</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 11:21:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Diálogo entre movimentos e governos ocorreu durante o Fórum Social Temático 2012 fonte http://tamoae.com Junto com a criação do Fórum Social Mundial, em 2001 surgia também o Fórum Mundial de Educação (FME), um espaço para o diálogo entre organizações, movimentos e membros de governos sobre a educação popular. Durante o Fórum Social Temático 2012, realizado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Diálogo entre movimentos e governos ocorreu durante o Fórum Social Temático 2012</strong></p>
<p>fonte http://tamoae.com</p>
<p><img class="alignleft" src="http://tamoae.com/wp-content/uploads/2012/02/forumeducacao1-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />Junto com a criação do Fórum Social Mundial, em 2001 surgia também o Fórum Mundial de Educação (FME), um espaço para o diálogo entre organizações, movimentos e membros de governos sobre a educação popular. Durante o Fórum Social Temático 2012, realizado no Rio Grande do Sul entre 24 e 29 de janeiro, o FME discutiu Justiça Social e Ambiental, enfocando a importância da democratização nas escolas.</p>
<p>“O papel fundamental da escola é facilitar a participação das pessoas de forma que a aprendizagem seja uma vivência comunitária e não só uma competência individual”, declarou o italiano Alessio Surian, membro do Conselho Internacional do Fórum Mundial de Educação.</p>
<p>Formado por sindicatos, federações, conselhos diversos, associações, colegiados e muitas outras organizações, o Conselho Internacional coordena as principais atividades e programas dos diferentes fóruns regionais e mundiais. A função é promover, através de relações internacionais, uma articulação mundial de países e entidades.</p>
<p>“Tive a honra de organizar a primeira atividade do Fórum Social Temático, com enfoque na Justiça Social e Ambiental. Acho fundamental democratizar as escolas”, analisou Alessio, professor de Comunicação e de Planejamento da Faculdade de Ciências da Educação da Universidade de Padova.</p>
<p>Para Surian, a educação profissional e técnica pode contribuir para a formação de pessoas com maior capacidade de reflexão. O professor italiano vê no Brasil um potencial para essa inclusão do indivíduo no mundo do trabalho:</p>
<p>“Achei interessante o esforço do Brasil na educação profissional e técnica nos últimos anos, com a criação de institutos e cooperativismos”.</p>
<p>Com suas atividades concentradas no campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o FME contou com a presença da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, da secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, e de muitos outros nomes, como Emir Sader e Boaventura Souza Santos. Entre os temas debatidos estava as conseqüências da crise capitalista para o mundo da educação.</p>
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		<title>(Español) Intervención de la Red IRES en el FME en Porto Alegre (Brasil)</title>
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		<title>(Español) Haciendo Memoria del FME (CEAAL)</title>
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		<title>(Español) CLADE y aliados participan del Foro Social Temático y del Foro Mundial de Educación en Porto Alegre</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 10:45:34 +0000</pubDate>
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		<title>‘O neoprogressismo pode ter vários anos pela frente’</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 00:42:42 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O jornalista e escritor Ignacio Ramonet diz, em entrevista ao jornal Página/12 que a maioria dos governos da América do Sul cumpre a função dos social-democratas europeus nos anos 50 e que, se não cometerem erros, podem aspirar a um ciclo longo de governo. “A construção do Estado de bem-estar e o aumento do nível [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/84/foto_mat_33408.jpg" alt="" width="150" height="149" /><em>O jornalista e escritor Ignacio Ramonet diz, em entrevista ao jornal Página/12 que a maioria dos governos da América do Sul cumpre a função dos social-democratas europeus nos anos 50 e que, se não cometerem erros, podem aspirar a um ciclo longo de governo. “A construção do Estado de bem-estar e o aumento do nível de vida acaba com qualquer tipo de recurso para as oposições tradicionais conservadoras. Agora, a população está percebendo como os seus países estão reconstruindo sociedades arrasadas”.</em></p>
<p><em>Martín Granovsky &#8211; Página/12  Carta Maior<br />
</em></p>
<p><strong>Porto Alegre</strong> - Nascido em Pontevedra e emigrado com sua família para a França, Ignacio Ramonet dirige o Le Monde Diplomatique em espanhol. Foi um dos animadores do primeiro Fórum em 2001 e é um dos jornalistas que mais percorrem o mundo, observando suas diferentes realidades.</p>
<p><em><strong>– Sobre o final do Fórum temos direito de perguntar se foi útil e o que mudou com respeito ao primeiro encontro, de 2001.</strong></em></p>
<p><strong>Ramonet </strong>–Quando o fórum foi criado não havia outro governo dos que eu chamo neoprogressistas na América Latina que não fosse o de Hugo Chávez, que inclusive veio ao fórum. No ano seguinte, em 2002, pela primeira vez Chávez se declarou socialista. Também veio Lula quando ainda não era presidente, mas candidato. Agora, ao contrário, os governos neoprogressistas estão implementando as políticas de inclusão social e, ao mesmo tempo, o fórum é menos um fórum dos movimentos sociais. É um fórum no qual se discutiu a crise européia, o movimento dos indignados em geral (os chilenos, Wall Street, etc.) e a questão da memória. A jornada da Flacso na sexta-feira, o dia do Holocausto, foi uma das atividades centrais, organizada pelo Fórum Social Temático e o <strong>Fórum Mundial da Educação.</strong></p>
<p><span id="more-995"></span>Até agora esses não eram assuntos do fórum. Os indignados são um tema que não tem mais de um ano, e o debate sobre a memória não havia sido proposto dessa maneira. Dominavam o anti-imperialismo e a denúncia das guerras dos Estados Unidos no Iraque ou no Afeganistão. Está se chegando a um nível diferente. Os governos aqui na América do Sul estão agindo bem em seu conjunto. Mas, cuidado, chega uma nova etapa e é preciso melhorar certos aspectos qualitativos.</p>
<p><em><strong>– O que deveria melhorar na América do Sul?</strong></em></p>
<p><strong>Ramonet </strong>– Não acreditar que esta bonança que se está vivendo vai ser duradoura. Depende do êxito norte-americano e europeu e de se há baixa ou não na economia chinesa que afete a potências agrícolas ou de minérios.</p>
<p><strong><em>– Um dos pontos é como a América do Sul aproveita sua atual vantagem pelos preços favoráveis dos produtos primários que vende para que outra vez o lucro principal não sejam palácios franceses no meio da pampa úmida.</em></strong></p>
<p><strong>Ramonet</strong> – A economia funciona por ciclos. Na Europa não podemos falar de palácios no meio de nada, mas sim de grandes aeroportos moderníssimos que agora quase não funcionam ou óperas em cidades pequeníssimas. A riqueza passou e nem sempre se sabe aproveitar. Aqui, na América do Sul, a solução é criar mais e mais mercado interno. E mercado interno protegido. E também ampliar os intercâmbios no marco da solidariedade latino-americana. Agora, o mercado latino-americano tem que se articular para que haja massa crítica para todos. Se não, o Brasil se desenvolverá, mas o Uruguai não. Agora que desapareceram 80 milhões de pobres, há uma classe média que consome. O Brasil introduziu o imposto sobre a produção de automóveis frente à China e aumentou essa taxa em 30%. É proteção e é correta.</p>
<p><em><strong>– Que discussão mundial nova apareceu no Fórum?</strong></em></p>
<p><strong>Ramonet</strong> – Por agora, muitos constataram que, além das diferentes opiniões, a globalização existe. Se existe, há que analisá-la e descobrir como evitar seus inconvenientes. Em escala mundial, em um debate sobre a crise do capitalismo, uma das opiniões foi que havia que pensar talvez em desglobalizar e reduzir a globalização. Não existe só uma crise econômica. Existe uma crise da política, da democracia, uma crise alimentar, ecológica. Muitos países latino-americanos não estão pensando nas outras crises, em particular na ecológica. Boaventura de Souza Santos sublinhou que não é normal que se acuse comunidades indígenas, chamando-as de “terroristas” quando querem proteger o meio ambiente. As realidades vão mudando. O Movimento dos Sem Terra do Brasil, que antes ocupava terras, não o faz porque não as têm. Qualquer pedaço de terra é soja. E como o MST, quando se assenta, realiza produções ecológicas, é recriminado pelo agronegócio.</p>
<p><em><strong>– A discussão ecológica é chave também porque haverá uma cúpula mundial no Rio de Janeiro em junho.</strong></em></p>
<p><strong>Ramonet </strong>– A precaução ecológica é algo que se lembrou e que, em certa medida, faz com que os governos estejam pensando em fazer as coisas certas. Dilma disse que queria dar casas à população. Parece-me muito bem, realmente muito bem. Mas tenhamos cuidado de não chegar ao pragmatismo chinês, que em nome do desenvolvimento destrói o que se oponha a essa idéia, e terminemos entrando sem necessidade em uma grande contradição.</p>
<p><em><strong>– Dilma diria: “Está bem, Ignacio, mas eu tenho que governar o Brasil e terminar com a miséria”.</strong></em></p>
<p><strong>Ramonet </strong>– As preocupações ecológica e a social não são excludentes. O Fórum apreciou muito que Dilma tenha decidido vir aqui e não tenha viajado ao Fórum de Davos. Quando Lula veio e disse que depois se dirigiria a Davos, alguém lhe disse: “Não se pode servir a dois senhores de uma vez”. É uma frase bíblica. “Tem que escolher.”</p>
<p><em><strong>– Talvez Lula necessitasse ir a Davos porque isso também ajudava na consolidação política de seu governo e hoje o Brasil não necessita de Davos.</strong></em></p>
<p><strong>Ramonet </strong>– Claro, as condições mudam. E o fórum deve mudar também. Antes muitos dirigentes ou presidentes vinham aqui se fortalecer. Chávez e Lula, que já citei. Também Evo Morales, Rafael Correa e Fernando Lugo. Para algumas discussões, uma reunião do fórum pode ter hoje um maior sentido na Europa, para discutir ali mesmo a tremenda crise. No próximo ano está previsto que tenha lugar em um país árabe, porque lá os movimentos sociais não só estão se desenvolvendo, mas também conseguiram ganhar em dois países. E há novas discussões, por exemplo, entre movimentos sociais laicos e movimentos sociais islâmicos.</p>
<p><em><strong>– O que poderia ser discutido na Europa?</strong></em></p>
<p><strong>Ramonet</strong> – Na Europa já há algumas discussões que se produziam na América Latina. Uma é a idéia de que a política está gasta e se necessita uma renovação política. De que o sangue e a vitalidade nova virão dos movimentos sociais. Dessa vitalidade pode surgir uma mudança. Este fórum não teria o mesmo sentido se fosse organizado em Madri, Atenas ou Barcelona, onde há sociedades que sofrem e ao mesmo tempo registram em alguns setores grande vontade de mudança. Na América do Sul, por sorte de vocês, existem situações em que a preocupação é seguir crescendo e como fazê-lo melhor.</p>
<p><em><strong>– Não há um risco de endeusar os movimentos sociais como fatores de mudança? Se não há construção política, não se diluem?</strong></em></p>
<p><strong>Ramonet</strong> – Sim, é importante ver como se passa de um momento ao outro. Ainda não estamos nessa etapa na Europa, me parece. Ainda não. Ninguém expressa melhor o sofrimento social que o movimento social. Mas se não se dá o passo para a política, todas as grandes crises sempre servem à extrema direita, que aparece sob a forma de movimentos e de partidos anti-sistema. Prometem as mudanças mais radicais, demagógicas, transformacionais. É importante que o sofrimento social se encarne em movimentos que tenham vocação de se envolver na política.</p>
<p><em><strong>– Por que ainda não acontece esse passo?</strong></em></p>
<p><strong>Ramonet</strong> – Entre outras coisas, em minha opinião, porque faltam líderes. Até o momento, o movimento social inclusive reprova ter líderes. São muito igualitaristas do ponto de vista do funcionamento democrático. É como a doença infantil do movimento social. Em breve chegará o momento da adolescência ou a maturidade, quando seguramente se gerarão líderes. Não líderes salvadores. Falo de dirigentes democráticos que possam entender o movimento social e ajudá-lo a encontrar respostas. Depois da crise do sistema político venezuelano, no final do que se chamou o “puntofijismo”, teria havido mudanças sem Chávez e o que ele representava? E me faço a mesma pergunta com respeito ao Equador e Correa, à Bolívia e Evo, ao Brasil e Lula, à Argentina e Kirchner.</p>
<p><em><strong>– E como funciona a relação entre os líderes, os movimentos e os partidos nesses países da América do Sul?</strong></em></p>
<p><strong>Ramonet</strong> – Minha percepção é que hoje os partidos têm menos influência que há dez anos e os movimentos sociais também porque os governos estão fazendo tudo. Os líderes dos governos conduzem a mudança. Houve uma energia social que produziu a mudança, mas a mudança está tão encarrilhada que às vezes há uma descapitalização da política que paradoxalmente não incomoda muito.</p>
<p><em><strong>– Talvez com as construções políticas aconteça o mesmo que com os ciclos econômicos. Talvez devam ou possam ser realizadas antes que o ciclo atual de governos sul-americanos termine.</strong></em></p>
<p><strong>Ramonet</strong> – A função destes governos é muito semelhante a dos governos europeus dos anos 50 que, essencialmente, sendo conservadores ou progressistas, tinham como funções construir o Estado de bem-estar, reconstruir cada país depois da guerra e aumentar o nível de vida da população. Isso lhes deu 40 anos de estabilidade política. Mas terminou. Se os neoprogressistas sul-americanos não cometerem muitos erros, talvez tenham pela frente várias décadas como a social-democracia nórdica. Hoje melhoram estruturas, o nível de vida, criam trabalho. Não é por acaso que são os governos neoprogressistas os que estão trabalhando bem. Assim aconteceu com os velhos partidos social-democratas. Além disso, a construção do Estado de bem-estar e o aumento do nível de vida acaba com qualquer tipo de recurso para as oposições tradicionais conservadoras. Agora a população percebe como os países reconstroem sociedades arrasadas.</p>
<p>As favelas eram pensadas como uma fatalidade. Para a direita, era assim porque é assim. Mas a força da direita desapareceu, e também o elemento militar. As leis da memória são as que devem responsabilizar – sem vingança, com documentos e base histórica sólida – e estabelecer responsabilidades. Não vingar-se, mas terminar com a impunidade. Apesar de que o que vou dizer parece escandaloso, estamos no momento mais fácil da América do Sul. Se não cometerem erros e fizerem uma gestão tranquila, os governos de sinal neoprogressista podem ficar no poder muito tempo. Por isso é preciso pensar bem as sucessões políticas. Na Argentina isso funcionou bem. No Brasil, o que fez Lula foi exemplar. É uma lição. E por isso hoje Dilma tem mais aprovação popular do que Lula tinha em seu primeiro ano de governo.</p>
<p><em>(*) Ignacio Ramonet é autor, entre outras obras, de “Fidel Castro: biografia a duas vozes” (Boitempo, 2006).</em></p>
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		<title>Algunas fotos del FME y el FST Porto Alegre 2012</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 11:52:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>asansano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vozes Fotos Leslie Toledo/ Albert Sansano FME / FST Fotos Leslie Toledo/ Albert Sansano Álbumes de Fórum Esta entrada se publicó el Martes, 31 Enero, 2012 a las 9:24 pm y está archivada en video_imagen. Pued]]></description>
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Vozes</a></h3>
<p>Fotos Leslie Toledo/ Albert Sansano</p>
<p><strong><a href="https://picasaweb.google.com/110861958438725293201/FMEJSA_POA_2012#slideshow/5704715186832932418" target="_blank"><img src="https://lh6.googleusercontent.com/-U2yYJzbOP7s/Tys5E8DPyUI/AAAAAAAAArU/irgB6tX3HBU/s640/P1242852.JPG?gl=BR" alt="" width="448" height="336" /></a><br />
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<p>Fotos Leslie Toledo/ Albert Sansano</p>
<p><a href="https://profiles.google.com/115606880702832036032/photos" target="_blank"><img src="https://lh4.googleusercontent.com/-D9GFiJouqB0/TxcTOp3j_TE/AAAAAAAAACU/zENS4RDcyHk/s171-c/ProfilePhotos" alt="" width="171" height="171" /></a></p>
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<p><small>Esta entrada se publicó el Martes, 31 Enero, 2012 a las 9:24 pm y está archivada en <a title="Ver todas las entradas en video_imagen" href="http://almanaquefme.org/?cat=10" rel="category">video_imagen</a>. Pued</small></p>
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		<title>Justicia social, justicia ambiental y educación &#8211; Un diálogo con Moacir Gadotti sobre el Foro Social de Porto Alegre</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 02:31:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>asansano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por: Pablo Gentili &#124; 30 de enero de 2012 (Contrapuntos. El Pais) Concluyen en Porto Alegre el Foro Social Temático y el Foro Mundial de Educación, iniciativas originadas en la agenda de movilizaciones del Foro Social Mundial, fundado a comienzos del 2001. Las diversas jornadas, talleres y debates promovidos desde el martes 24 de enero reunieron cerca de 20 mil personas. Mucho para un evento social [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por: <strong>Pablo Gentili</strong> | 30 de enero de 2012 (Contrapuntos. El Pais)</h2>
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<p>Concluyen en Porto Alegre el <em>Foro Social Temático</em> y el <em>Foro Mundial de Educación, </em>iniciativas originadas en la agenda de movilizaciones del Foro Social Mundial, fundado a comienzos del 2001. Las diversas jornadas, talleres y debates promovidos desde el martes 24 de enero reunieron cerca de 20 mil personas. Mucho para un evento social con gran parte de sus actividades autogestionadas. Poco, quizás, para un movimiento que consiguió convocar más de 250 mil participantes algunos pocos años atrás.</p>
<p>Ha pasado más de una década desde el primer Foro Social Mundial y grandes controversias se ciernen sobre su futuro. Controversias que nacen de los diversos y no siempre coincidentes balances acerca de una iniciativa que surgiría como una provocativa reacción al Foro Económico Mundial de Davos, bajo el lema “<em>otro mundo es posible</em>”, y enseguida ganaría vuelo propio. <em><strong>El Foro Social Mundial ha sido, sin lugar a dudas, una de las más innovadoras y expresivas formas de movilización y lucha promovidas por organizaciones sociales y populares de todo el mundo durante los últimos años</strong></em>. <em><strong>Una plataforma para la formulación de alternativas creativas y progresistas a la crisis que viven nuestras sociedades.</strong></em></p>
<p><a href="http://blogs.elpais.com/.a/6a00d8341bfb1653ef016300589870970d-pi"><img class="alignnone" title="FME paseata" src="http://blogs.elpais.com/.a/6a00d8341bfb1653ef016300589870970d-550wi" alt="FME paseata" width="446" height="297" /></a>Marcha del Foro Social 2012, columna del Foro Mundial de Educación (Foto: <a href="https://profiles.google.com/115606880702832036032/photos/5701562072086448529" target="_self">Catálogo del FST 2012</a>)<img title="Mais..." src="http://fmejsa.forummundialeducacao.org/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></p>
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<p> <a href="http://blogs.elpais.com/.a/6a00d8341bfb1653ef0168e6500c14970c-pi"><img class="alignnone" title="FME Dilma" src="http://blogs.elpais.com/.a/6a00d8341bfb1653ef0168e6500c14970c-550wi" alt="FME Dilma" width="495" height="330" /></a></p>
<p>La Presidente Dilma Rousseff en el Foro Social Temático 2012. En el lado izquierdo, Tarso Genro, Gobernador del Estado de Río</p>
<p>Grande do Sul (Foto: Ivan Trindade, <a href="https://profiles.google.com/115606880702832036032/photos" target="_self">Catálogo del FST 2012</a>)</p>
<p>Hoy, los debates y las controversias acerca de su formato y sus dinámicas de organización se multiplican. Nacido en el envión de la crítica a los regímenes neoliberales, el Foro Social Mundial consiguió reunir y articular una multiplicidad de entidades, movimientos y organizaciones no gubernamentales, jóvenes, activistas sin tierra y sin techo, grupos de campesinos e indígenas, feministas, ambientalistas, redes y asociaciones de combate a la discriminación y el racismo, educadores y educadoras populares, el magisterio en sus más diversas expresiones, uniones de estudiantes, sindicatos y una amplia variedad de partidos políticos progresistas, desde la socialdemocracia a la izquierda más radical. El Foro reunía a todos en un mismo espacio, nutriéndose de esa diversidad, de su dinámica autogestionaria y de una extraordinaria capacidad de movilización. Aunque al comienzo fue percibido y criticado como una expresión exclusivamente latinoamericana y circunscripta a Porto Alegre, pronto amplió sus fronteras, realizando ediciones en Mumbai (India), 2004; Bamako (Mali), Karachi (Pakistán) y Caracas (Venezuela), durante el año 2006 en una innovadora organización policéntrica; Nairobi (Kenya), 2007; Belem do Pará, en la Amazonía brasileña, en 2009; y Dakar (Senegal), en 2011.</p>
<p>El Foro Social Temático tuvo como eje la crisis capitalista, la justicia social y ambiental, con vistas a contribuir a la Cumbre de los Pueblos que se llevará a cabo en Río de Janeiro, durante la Conferencia de las Naciones Unidas sobre Desarrollo Sustentable Rio+20, en junio del 2012. El Foro Mundial de Educación abordó esta problemática con especial referencia a las políticas educativas y a las prácticas escolares.</p>
<p>A propósito del futuro de estos Foros y, en particular, sobre el tema que nos reunió en Porto Alegre, conversé con <strong>Moacir Gadotti</strong>, fundador del <a href="http://www.paulofreire.org/" target="_self">Instituto Paulo Freire</a>, con sede en San Pablo, y autor de más de treinta libros sobre las más diversas cuestiones educativas. He compartido con Moacir la coordinación del Consejo Internacional del Foro Mundial de Educación durante varios años, desde su creación. Es uno de los más destacados intelectuales del campo de la educación popular en América Latina, donde es ampliamente conocido por su contribución teórica y por haber sido el más próximo colaborador de Paulo Freire. Moacir Gadotti es de esos intelectuales a los que la realidad interpela, combinando la reflexión analítica con el compromiso y la militancia en la defensa del derecho a la educación.</p>
<p><a href="http://blogs.elpais.com/.a/6a00d8341bfb1653ef0163005b7b11970d-pi"><img title="FME Moacir" src="http://blogs.elpais.com/.a/6a00d8341bfb1653ef0163005b7b11970d-550wi" alt="FME Moacir" /></a>Moacir Gadotti (Foto: IPF)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Termina una nueva iniciativa del Foro Social Mundial y una nueva edición del Foro Mundial de Educación. ¿Qué balance realizas de estas dos experiencias?</em></strong></p>
<p>Pasaron más de diez años desde el primer Foro Social Mundial (FSM) y tenemos que hacer un balance, no sólo por el tiempo transcurrido, sino por los cambios acontecidos desde su creación en América Latina y en el mundo. El 25 de enero del 2001, el FSM inauguró un nuevo espacio para los movimientos populares y sociales, para las organizaciones no gubernamentales, un espacio autogestionario, sin dueños. Esto se expresó en todas las iniciativas creadas a partir del Foro de Porto Alegre, como el Foro Mundial de Educación (FME), el Foro de Jueces y el de Parlamentarios, el Foro Mundial de las Ciudades, el de las Aguas y tantos otros que surgieron desde entonces. Espacios de creación de ideas, de ebullición de propuestas y de aglutinación de esfuerzos, de articulaciones estratégicas para crear energía, fuerza y acción en la lucha contra el neoliberalismo. La resistencia a las políticas neoliberales fue el gran aglutinador del primero Foro y de todos los que lo sucedieron. Es interesante observar que este Foro Temático tiene un perfil mucho más anticapitalista, porque es el capitalismo el que está generando esta enorme crisis, como lo reconocen los propios intelectuales del gran capital, los mandatarios de las naciones más desarrolladas del mundo, los dirigentes de sus bancos y de sus agencias financieras internacionales.</p>
<p>Los Foros mostraron que el neoliberalismo estaba equivocado y eso, hoy, casi nadie lo duda. Creo que una de nuestras virtudes ha sido contribuir a derrotar el neoliberalismo como ideología, aunque persista como práctica. Como práctica social y como marco para la acción de gobierno, de hecho, el neoliberalismo continúa vivo en buena parte del mundo. Aún así, más de diez años después no podemos dejar de reconocer que el Foro Social Mundial fue un actor fundamental en esta batalla.</p>
<p>Sin embargo, tenemos que hacer un balance crítico pasada una década.</p>
<p><strong><em>¿Crítico en qué sentido?</em></strong></p>
<p>Aunque se trata de un espacio autogestionado, no cabe duda que nuestra forma de organización en estos Foros favorece mucho más a las organizaciones mejor estructuradas, con más recursos y más poderosas. En los primeros encuentros se veía un fervor militante y participativo de muchas organizaciones y movimientos pequeños, inclusive de militantes que, de forma individual y por sus propios medios, participaban de las diversas iniciativas sociales promovidas dentro y fuera de Brasil. Hoy, el Foro Social Mundial se capilarizó, salió de Porto Alegre. Sólo este año serán más de 30 actividades previstas en diversas partes del mundo. Estaremos en muchísimos sitios, pero ya no tenemos esa espectacularidad que caracterizaba a un evento que llegó a reunir más de 250 mil personas. Mantener esta presencia es, obviamente, muy difícil y, aunque ganamos en capilaridad, no creo que nuestro carácter autogestionario permita que movimientos y organizaciones más pobres o con menos recursos puedan participar activamente como lo hacían en el pasado. En un momento se pensó crear un Fondo de Solidaridad para apoyar la participación de aquellos militantes que no pertenecen a organizaciones con muchos recursos, pero nunca llegamos a concretarlo.</p>
<p>Después de diez años debemos reconocer que estamos hablando y participando casi siempre los mismos.</p>
<p><strong><em>Coincido contigo en que quizás no hayamos logrado mucha renovación y eso es un problema para espacios que nacen para nutrirse de lo nuevo. Por otro lado, es curioso que, aunque nosotros nacimos como el anti-Davos y en poco tiempo Davos se transformó en el anti-Porto Alegre, hoy la crítica al neoliberalismo se ha dispersado y al capitalismo lo critican hasta los propios capitalistas. El lema de Davos ha sido en estos días: buscar nuevos modelos y nuevos paradigmas, ante el fracaso del capitalismo tal como lo conocemos. Parece que a Davos también le ha seducido la idea de que “otro mundo es posible”. Se trata de una ironía, claro. Las diferencias ideológicas entre Davos y Porto Alegre son tan grandes como sus temperaturas en esta época del año. Sin embargo, antes éramos antineoliberales y parecíamos dinosaurios, mientras que ahora somos &#8220;anticapitalistas&#8221; y defendemos el planeta de los desastres que producen los que se encuentran a debatir en las montañas nevadas de Davos, preocupados por inventar nuevos paradigmas. Parece un poco confuso, ¿no?</em></strong></p>
<p>Nosotros pusimos en evidencia una cuestión central que, aunque parezca mentira, diez años atrás se la consideraba un delirio de activistas e intelectuales de izquierda: el capitalismo no consigue responder a las necesidades de todos, no responde a las demandas de justicia y bienestar de gran parte de la población. Hoy, los capitalistas concientes lo saben. Y saben también que el capitalismo no va a atender nunca esas necesidades y demandas cada vez más crecientes y agudas. Por eso, las crisis se suceden y se sucederán como una dimensión endógena del propio capitalismo. Este modelo de consumo está hecho para pocos, es, por su propia naturaleza, excluyente, discriminador. Las respuestas a esta situación han sido hasta ahora insuficientes y no han hecho otra cosa que agravar la propia crisis. Si de los grandes bancos depende la solución de la crisis, estamos en problemas. Será como pedirle al zorro que cuide a las ovejas.</p>
<p><a href="http://blogs.elpais.com/.a/6a00d8341bfb1653ef0167614eca5b970b-pi"><img title="FME mujeres marchando" src="http://blogs.elpais.com/.a/6a00d8341bfb1653ef0167614eca5b970b-550wi" alt="FME mujeres marchando" width="495" height="330" /></a>Marcha del Foro Social 2012, presencia del movimiento feminista (Foto: <a href="https://profiles.google.com/115606880702832036032/photos" target="_self">Catálogo del FST 2012</a>)</p>
<p><strong><em>¿Y el Foro Mundial de Educación?</em></strong></p>
<p>El Foro Mundial de Educación siguió un camino semejante al del Foro Social Mundial que le dio origen. Crecimos, ganamos visibilidad y elaboramos una <em>Plataforma Mundial de Lucha por el Derecho a la Educación</em> que continúa siendo hoy un documento de referencia para mucha gente que lucha por una educación emancipatoria. Esta fue una de nuestras grandes contribuciones: realizar un aporte a la lucha por el derecho humano a tener una educación que sea radicalmente democrática, libertaria, emancipadora.</p>
<p>Creo que hasta el Foro Social Mundial de Nairobi, Kenya, en el 2007, avanzamos, crecimos y multiplicamos nuestras acciones. Después, ganamos capilaridad, es verdad, pero quizás perdimos impacto.</p>
<p><strong><em>¿No crees que hay una cierta paradoja en el hecho de que un Foro de dimensiones multitudinarias, con más de 200 mil personas, constituye un “espectáculo” que difícilmente puede ser ignorado por los gobiernos y la prensa mundial, mientras que un Foro más capilar, siendo más descentralizado y participativo, quizás carezca de impacto o visibilidad? Los Foros buscan, sin lugar a dudas, provocar, llamar la atención no sólo sobre un conjunto de demandas y exigencias, sino también, y fundamentalmente, de alternativas generadas desde la sociedad civil y desde los gobiernos progresistas del mundo. Si son muy grandes, se transforman en una especie de Rock´n Rio de la lucha antineoliberal. Si son muy dispersos, aunque sean productivos y creativos, casi nadie se entera que ocurren, más allá de los países que le dan sede.</em></strong></p>
<p>Es que los Foros tienen que cambiar. Tenemos que pensar con osadía. Las instituciones tienen que cambiar para sobrevivir y para renovarse. Es verdad que con esta dinámica perdimos unidad y ganamos diversidad. Pero hay un formato en los Foros que quizás no esté a la altura de las modalidades de comunicación y organización de muchos de los nuevos movimientos de resistencia y de protesta. Tenemos, por eso, que incorporar mucho más la virtualidad, usar mucho más las nuevas tecnologías de comunicación, las redes sociales. Ni el Foro Social Mundial ni el Foro Mundial de Educación tienen un sitio web que funcione de forma dinámica como un medio de comunicación e información efectivo.</p>
<p>El Foro debe apoyarse en una virtualidad que permita superar las dificultades de desplazamiento que impiden una mayor participación. Es muy caro hacer un Foro y es muy caro viajar para participar de un evento que ocurre a miles de kilómetros de distancia de donde viven sus potenciales participantes. Veamos sino la importancia que tienen estas formas de comunicación y participación en los estudiantes chilenos, los movimientos de la Primavera Árabe, los indignados, los que ocupan Wall Street y muchas otras organizaciones populares en América Latina.</p>
<p><strong><em>¿En qué reside la novedad de este Foro?</em></strong></p>
<p>La grande novedad de este Foro es que propuso un tema que es aglutinador y que articula muchas experiencias de lucha y de movilización: la justicia ambiental. Cada vez más, los movimientos sociales dan centralidad a la lucha ambiental, no sólo las organizaciones ecologistas. Ha habido una evolución de los movimientos con relación a este tema en Latinoamérica y en todo el mundo. Por eso, cuando traemos este tema al campo educativo nos fortalecemos, ya que tiene un gran potencial de renovación del debate acerca de la educación que queremos.</p>
<p><strong><em>Es verdad, el Foro realiza una correcta articulación entre justicia social y justicia ambiental. No puede haber justicia ambiental si no hay justicia social y viceversa. Esto nos interpela como educadores e interpela a la política educativa, ¿no crees?</em></strong></p>
<p>Sí, la educación debe contribuir activamente para la construcción de nuestra conciencia crítica y, obviamente, esto supone la construcción de un sentido de justicia ambiental asociado a un concepto radical de justicia social.</p>
<p>La educación y en particular la escuela pueden contribuir para formar nuestra conciencia como consumidores responsables, pero creo que se trata de algo más profundo que eso. Durante mucho tiempo este tema no ha sido discutido seriamente en el campo educativo. Nuestro Foro aspira a llamar la atención sobre la necesidad de mostrar las relaciones entre justicia social, justicia ambiental y derecho a la educación.</p>
<p>Trayendo estos temas hacia el interior de la educación, vamos a acercar el debate educativo a los problemas sociales y ambientales que viven millones de personas, aquellos que habitan sobre basurales, que viven cerca de fábricas que depredan el medio ambiente y la salud de la población, que sobreviven sin agua o con acceso a agua contaminada, que tienen gravísimos problemas alimentarios.</p>
<p><strong><em>Coincido contigo. Esta es una forma de politizar la educación, involucrando a la escuela en la comprensión de que toda agresión al medio ambiente es siempre una agresión social que tiene al planeta como destinatario, pero que impacta de forma mucho más brutal, por ejemplo, contra los más pobres, contra los niños y las niñas sin derechos, contra las poblaciones indígenas y la población negra, contra los campesinos abandonados a su suerte en áreas rurales bajo el dominio arbitrario y arrebatador del agronegócio.</em></strong></p>
<p>Hacer de éste un tema central y estructurante del debate educativo y de la práctica escolar, contribuye a concientizarnos acerca de que por detrás de la cuestión ambiental está la discusión acerca del modelo de desarrollo que queremos para nuestras sociedades. Nos ayuda a introducir en la educación la cuestión social, a partir de los aportes de la justicia ambiental.</p>
<p>En nuestras escuelas, ha habido un proceso de “naturalización” de la cuestión ambiental. Muchas veces, la pedagogía reduce la educación ambiental al conocimiento de la ecología en un sentido casi caricaturesco, al estudio de la Naturaleza, de los ríos, de las montañas, sin que se discuta el ambiente en un sentido amplio.</p>
<p><strong><em>El debate sobre la justicia ambiental también debe incluir el debate acerca del ambiente escolar, sobre las condiciones de trabajo en la escuela y sobre las propias condiciones de aprendizaje derivadas, en parte, de las condiciones de infraestructura existentes en las instituciones escolares. Esa, creo, es una de las contribuciones de nuestro Foro sobre justicia ambiental y educación.</em></strong></p>
<p>Sí, es que en ciertas concepciones de la educación ambiental hay un desplazamiento del discurso hacia un énfasis excesivo en las conductas individuales y un llamado a las actitudes individualistas, como respuesta a la crisis ambiental. Esto despolitiza el debate y también despolitiza la educación ambiental. Bastaría con cambiar nuestras actitudes o nuestro estilo de vida para que, mediante la suma de los esfuerzos individuales, el mundo cambie. Claro que el esfuerzo individual es importante, pero el problema es más complejo.</p>
<p>Cuando hablamos de politizar la cuestión ambiental es hacer lo apuesto a lo que muchos currículos están haciendo. No es sólo mediante paseos ecológicos que se debe abordar el problema de la injusticia ambiental y de sus efectos en nuestras sociedades. Precisamos una discusión más profunda de la Naturaleza. Politizar la cuestión ambiental es politizar la educación, ayudándonos a comprender, como tu indicas, que los que están más afectados por este tipo de violencia son los más pobres. Cómo, muchas de las políticas destinadas a promover el progreso económico, impactan en el medio ambiente, perjudicando a los más vulnerables.</p>
<p><strong><em>Poner en evidencia, inclusive, la existencia del racismo ambiental.</em></strong></p>
<p>En efecto, la injusticia ambiental tiene color. Hay algo de engañoso en la afirmación que sostiene que la agresión al medio ambiente no tiene fronteras. Esto es así, pero algunos pagan más que otros. Y esos son los más pobres, justamente, los que menos se benefician por el supuesto progreso que se buscan promover algunas acciones que maltratan la Naturaleza.</p>
<p>La escuela tiene una tarea fundamental en todo esto. Paulo Freire decía: “yo soy educador para ser substantivamente político”. Él no conseguía entender un educador o una educadora que no tuviera un proyecto político de sociedad. En la comprensión de Paulo Freire, sólo se puede ser un educador crítico si se busca la utopía, si somos capaces de imaginar otro mundo posible. Precisamos educar a nuestros niñas y niños para vivir en un mundo mejor. Y el desarrollo de una conciencia ambiental que supere los márgenes del individualismo ecológico es fundamental para que la escuela no sea un engranaje de la alienación humana, sino un espacio de liberación y autonomía.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>(Desde Porto Alegre)</em></p>
<p><a href="http://www.forumsocialmundial.org.br/" target="_self">Foro Social Mundial</a></p>
<p><a href="http://www.fstematico2012.org.br/index.php?link=1" target="_self">Foro Social Temático &#8211; Crisis capitalista, justicia social y ambiental (Porto Alegre, 24 al 29 de enero de 2012)</a></p>
<p><a href="http://www.forummundialeducacao.org/" target="_self">Foro Mundial de Educación</a></p>
<p><a href="http://fmejsa.forummundialeducacao.org/?lang=es" target="_self">Foro Mundial de Educación &#8211; Porto Alegre 2012</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Los próximos días publicaremos más posts sobre los debates del Foro Social Temático y del Foro Mundial de Educación realizados en Porto Alegre del 24 al 29 de enero de 2012. En agenda: la situación educativa en Haití dos años después del terremoto; las relaciones entre memoria, derechos humanos y educación; un diálogo con Vernor Muñoz, ex Relator Especial sobre el Derecho a la Educación de las Naciones Unidas; la Campaña Latinoamericana por el Derecho a la Educación… y más.</em></strong></p>
<p><a href="http://blogs.elpais.com/.a/6a00d8341bfb1653ef016300591e6e970d-pi"><img title="FME paseata verde catadores" src="http://blogs.elpais.com/.a/6a00d8341bfb1653ef016300591e6e970d-550wi" alt="FME paseata verde catadores" width="495" height="330" /></a>Marcha del Foro Social 2012 (Foto: <a href="http://blogs.elpais.com/contrapuntos/2012/01/Marcha%20del%20Foro%20Social%202012,%20presencia%20del%20movimiento%20feminista%20(Foto:" target="_self">Catálogo del FST 2012</a>)</p>
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		<title>Investimentos e valorização dos professores foram assuntos no Fórum Mundial da Educação</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 17:11:41 +0000</pubDate>
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